“Uma viagem memorável ao país das Pirâmides, Faraós e Múmias!” Dois testemunhos e fotografias das nossas viajantes, Filomena Prata e Helena Dias.
Foto: O grupo de viajantes. Foto de Helena Dias
A experiência do Viajante
Filomena Prata
Uma viagem memorável ao país das Pirâmides, Faraós e Múmias!
Sou uma apaixonada, desde adolescente, pela civilização egípcia e por isso adorei cada visita, cada dia diferente, tudo aquilo que vi num país cheio de História e que é um museu a céu aberto, por exibir os mais enigmáticos e colossais monumentos do Mundo Antigo que sempre me fascinaram.
Viajar pelo Egipto, debaixo de um sol implacável, é caótico, desafiador, avassalador e cheio de surpresas, mas é isso tudo que fez a viagem tão especial.
Este circuito de 11 dias (30 Agosto a 09 Setembro 2025), percorreu o Egipto de Norte a Sul, ou seja, de Alexandria (mar Mediterrâneo) até Abu Simbel (perto da fronteira com o Sudão), acompanhou o mítico Rio Nilo em toda a sua extensão e utilizou variadas formas de transporte: autocarro, barco-hotel (4 dias de Cruzeiro no Nilo, de Luxor a Assuão), Feluca (barco típico para passeio às Ilhas Elefantinas e visita a uma Aldeia Núbia)) e 2 voos internos (Cairo-Luxor e Assuão-Cairo) concretizando todas as etapas do programa. Quanto a este, estava muito bem elaborado e, na prática, resultou muitíssimo bem!
Foi uma excelente viagem, graças à óptima organização (como vem sendo habitual), ao especial grupo “Família”, aos guias José João Luz da Flash e ao excepcional Ahmed, nosso guia local durante toda a viagem no Egipto, o qual falava em Português (de Portugal) sendo uma mais-valia para todos.
A experiência do Viajante
Helena Dias
A viagem ao Egipto foi uma experiência inesquecível, mergulhar numa história com mais de 4.000 anos é algo que nos marca profundamente. Fiquei especialmente fascinada com o Grande Museu Egípcio (GEM) no Cairo, pela sua grandiosidade e modernidade, e com a visita à Biblioteca de Alexandria, símbolo do saber e do conhecimento. Estes lugares despertam uma sensação única de ligação ao passado e ao mesmo tempo de esperança na preservação da cultura para o futuro.
O programa levou-nos a descobrir alguns dos maiores tesouros da humanidade: as Pirâmides de Gizé e a Esfinge, a necrópole de Sakkara e Menfis, bem como os templos majestosos de Karnak, Hatshepsut, Edfu, Kom Ombo, Philae e Abu Simbel. Na minha opinião visitar os templos de Abu Simbel não trouxe valor acrescentado à viagem, além de que demorámos quase de 8 horas de viagem, para ir e voltar. Fazer um cruzeiro de 5 dias no Nilo foi outro ponto alto – uma forma tranquila e envolvente de contemplar o quotidiano egípcio ao longo das margens do rio.
Em Alexandria, para além da magnífica Biblioteca, os vestígios da cidade antiga, como o anfiteatro, as catacumbas, as ruas apertadas e repletas de gente, contrastam com a vida vibrante da cidade moderna, à beira-mar e com clima mais ameno.
Também o mercado de Khan el Khalili, no Cairo, foi uma experiência cultural intensa, com os seus cheiros, cores e sons, transportando-nos diretamente para o coração do Médio Oriente. Quanto à estadia, ficámos em hotéis muito bons como o Pyramids Park Resort no Cairo e o Hilton Alexandria Corniche, que nos permitiram momentos de descanso entre as visitas.
Apesar de todas estas maravilhas, houve aspetos menos positivos que não posso deixar de referir: a sujidade, o caos urbano, o trânsito caótico, os prédios inacabados e degradados, o calor intenso e também o assédio constante feito aos turistas. Outro ponto que me marcou foi a forma desigual como as mulheres são tratadas comparativamente com os homens, incluindo na forma de vestir, algo que contrasta com os países ocidentais. No entanto, o impacto cultural e histórico desta viagem é grande e faz do Egipto um destino a visitar uma vez e a não repetir, contrariamente a outras viagens organizadas pelo Clube EDP, que repetiria com todo o prazer.



