Sábado, 4 maio 2024
Um belo passeio! Uma excelente jornada de confraternização entre os nossos associados, familiares e amigos. Obrigado a todos!
Notas de viagem de David Cancela
Fotos de David Cancela, Cristina Ferreira e José Batista
Aldeia do Escaroupim e Cultura Avieira
O destino principal do nosso passeio foi a Aldeia do Escaroupim, onde ficámos a conhecer melhor a Cultura Avieira, com as suas características casas de palafita e verificar as difíceis condições de vida destes nómadas do rio que em movimentos migratórios deixavam as suas aldeias no litoral, onde a tradicional arte de xávega se tornava difícil de exercer no inverno, concretamente de Vieira de Leiria, e se foram fixando nas margens do Tejo, mantendo a pesca como a sua principal atividade.
Museu Escaroupim e o Rio
O Museu Escaroupim e o Rio destaca a importância do Rio Tejo e dos seus afluentes, na fixação humana, das atividades sócio-económicas e dos seus principais atores, pescadores e barqueiros, bem como da cultura avieira que se fixou nas suas margens.
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Cais Palafítico do Escaroupim
No Cais Palafítico do Escaroupim, que mantém as suas características originais e é possivel observar algumas das embarcações típicas dos avieiros, como a bateira, barco- casa, onde estes pescadores permaneciam grande parte do seu tempo com as suas famílias.
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Passeio de barco no Rio Tejo
O passeio de barco no Rio Tejo era um momento muito aguardado e foi uma experiência magnífica, iniciada com o embarque no cais palafítico, proporcionando desde logo uma nova perspetiva deste, da aldeia avieira e das suas casas de palafita.
Mas o momento alto foi a vista dos mouchões e a história de cada um, desde a ilhota dos amores à ilhota dos cavalos, em estado semi-selvagem que permite o apuramento da raça lusitana, até à ilhotas das Garças, com uma profusão de aves que não deixa ninguém indiferente, e que deve o nome aos vários tipos desta ave que aqui nidificam – garça real, branca e noturna, mas também a outras variedades como os invulgares íbis, o colhereiro, o papa- ratos, os patos selvagens e até águias.
O passeio não fica completo sem o avistamento da aldeia avieira da Palhota, na outra margem do rio e da Valada, tipica vila ribatejana de casario branco.
Para a despedida não podia faltar a degustação do vinho licoroso, que orgulhosamente ostenta o nome da aldeia e é produzido localmente.
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O Grupo
A fotografia de grupo captada no Cais do Escaroupim, trouxe à nossa memória o escritor Alves Redol, no romance “Avieiros” na qual usou a expressão “ciganos do rio” para classificar estas comunidades de pescadores que no inverno procuravam o seu sustento nas águas mais protegidas do Tejo.
Almoço Regional
Sopa da Pedra e Lagarada de Bacalhau
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Salvaterra de Magos
Vila ligada desde o Sec. XIV à fidalguia, recebendo ao longo dos tempos a nobreza e a Familia Real, no seu Paço Real, com magnificos jardins, no Teatro da Ópera ou na Arena das Touradas, destruidos num grande incêndio em 1824, do qual apenas restaram a Capela real e Falcoaria, que será a nossa visita da tarde.
Falcoaria Real
A Falcoaria Real, está instalada num edificio do Sec. XVII, exemplo de arquitetura pombalina, sob a orientação do Mestre Carlos Mardel, e nasce pela influência das falcoarias holandesas setecentistas (1752) e às atividades de caça da família real. Abriu as portas em 2009 e em 2016 foi declarada, como Património Imaterial da Humanidade (UNESCO).
A visita inclui o visionamento filmes e interação multimédia, que dá a conhecer o Falcão e outras aves de rapina, mas nada se compara ao contacto de proximidade com as aves e apenas faltou o treino de voo em liberdade e captura de presa (isco), que as condições climatéricas não permitiram.
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Tauromaquia
A Tauromaquia é património histórico desta vila, primeiro pela ligação à fidalguia, mas principalmente pela importância sócio-económica das coudelarias e ganadarias, e ficou imortalizada na obra do escritor Rebello da Silva, com o título “A última Corrida de Touros em Salvaterra”, que descreve a trágica morte do filho do Marquês de Marialva, colhido por um touro durante uma lide, e apesar do pai ter saltado para a arena de espada em punho, com que matou o touro, não conseguiu salvar o filho.
Este incidente motivou que o M. Pombal interferisse junto d’El Rei D. José I, para que nunca mais houvesse touradas em Salvaterra e assim foi até ao fim do seu reinado.
Esta tragédia também foi cantada pelo fadista Rodrigo, cuja letra descreve o episódio que levou à “Última Tourada Real em Salvaterra”e que aqui partilhamos.
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Cabana dos Parodiantes
A Cabana dos Parodiantes apesar de estar encerrada presentemente, está inevitavelmente ligada a Salvaterra e à Familia Andrade, pois os irmãos José e Rui Andrade fundadores dos Parodiantes de Lisboa, remodelaram a pastelaria Sol da Leziria, que batizaram de Cabana dos Parodiantes e transformaram os pasteis típicos em iguaria regional, batizados como “Barretes”, tornando o local em paragem obrigatória. Este negócio esteve ativo até 2019, data de falecimento de Fernando Andrade, familiar que nas ultimas décadas assegurou a exploração do espaço promovendo também a gastronomla regional e patrocinando várias tertúlias culturais.
Quando partilhámos esta estória com os nossos associados, foi inevitável a recordação dos programa humorísticos radiofónicos, que estiveram no ar durante 50 anos (1947-1997), no Radio Clube Português e também na Radio Renascença – Graça com Todos, Teatro Trágico ou Meia Bola e Força e as personagens do Compadre Alentejano ou do Patilhas e Ventoinha.
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Agradecimentos
Obrigado a todos aqueles que contribuíram para que o passeio fosse uma excelente jornada de confraternização entre os nossos associados, familiares e amigos.
Gratos às Janelas do Turismo, com quem estabelecemos esta parceria, na pessoa do Miguel, nosso jovial, mas competente guia, ao motorista Rui Cardoso, da Scotturb, que nos transportou confortavelmente e em segurança, ao staff da Promatur, no passeio no rio – Diogo, David e Pedro, no apoio no embarque, no transporte e na informação prestada, à D. Marta e restante equipa do Parque Real, que nos proporcionaram um agradável repasto e aos colaboradores do Museu e da Falcoaria que nos receberam cordialmente.
Bem-Hajam!













































