A exposição reune um conjunto de trabalhos, dos Alunos do Curso de Pintura, inspiradas na obra do pintor alemão Gerhard Richter. De 27 junho a 30 de agosto.
Inauguração: sexta, 27 de junho, às 18h, no Espaço Arte Aníbal Afonso.
Imagem: Pormenor de “Abstrato”, de José Herculano Leal
Gerhard Richter
Nasceu em 9/ 2/ 1932. Cresceu sob o nacional socialismo onde viveu 16 anos. 1952- 1954 estudou na Academia de artes de Dresden, preparando uma nova fase da sua carreira.
A obra de Richter pode ser dividida em três categorias: Figurativa – isto é, todas as pinturas são baseadas na fotografia ou na Natureza; Construtivista- trabalho mais teorético com tabelas de cor, painéis de vidro e espe-lhos; Abstrata – quase todo o trabalho realizado desde 1976 exceto naturezas mortas e paisagens.
A obra de Gerhard Richter é como um edifício de diversos andares. Em cada um deles se passa algo diferente e ao mesmo tempo muito intenso. Contudo, o edifício de Richter tem uma “central”: O próprio artista, criou um mundo heterogêneo de imagens, estilos e técnicas, influenciando de forma essencial a arte moderna europeia. “Mais ou menos um em cada vinte quadros é realista” – Disse uma vez o pintor, numa de suas raras entrevistas. “Quando a pessoa está farta de uma coisa, tem que partir para outra. “1962 Por meio da introdução calculada do acaso, Richter faz recuar o controle consciente do processo pictórico. Ele trabalha com estruturas reticuladas ou passa o rodo por toda a superfície do quadro. “Os quadros têm seu efeito por si próprios”
Os anos 90 assiste a mais uma experimentação de suportes, com a técnica do rodo, raspador consistindo no arrastar de tinta ainda não seca numa superfície de madeira ou metal.
A obra artística de Gerhard Richter tem sido celebrada em grandes retrospetivas por todo o mundo. No seu 80º aniversário, em 2012, a galeria Tate Modern, de Londres, a Neue Natio-nalgalerie, de Berlim e o Centro Pompidou, em Paris, deram enorme destaque à sua obra.
É considerado um dos artistas que mais influenciou a arte a partir dos anos sessenta. Em média, um Richter custa de 300 a 400 mil euros. “Não tenho nenhuma intenção, nenhum sistema, nenhuma direção. Não tenho programa, estilo, interesse.” Foi assim que o pintor formulou seu credo, em 1966. Até hoje ele se mantém fiel a esses princípios.
Inauguração da exposição: sexta, 27 de junho, às 18h, no Espaço Arte Aníbal Afonso.






















